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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagra, na manhã desta terça-feira (20), uma operação para desarticular uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e por causar um prejuízo superior a R$ 6,2 milhões a uma empresa com sede em Maringá. A ação coordenada pelo Núcleo de Apoio Operacional e Inteligência (NAOPI) da 9ª Subdivisão Policial de Maringá cumpre mandados nos municípios de Alto Paraná, Maringá, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná.

Ao todo, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões nas contas dos suspeitos, além do cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão domiciliar e dez ordens de busca para apreensão de carros, caminhões e reboques. As medidas visam garantir a reparação dos danos financeiros causados à vítima. Nessa fase, os pedidos de prisões preventivas foram indeferidos pela justiça.

Como funcionava a fraude:

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Segundo o Delegado da PCPR, Rafael Moraes Tavares, "as investigações apontam que os 14 alvos, dentre pessoas físicas e jurídicas, estruturaram por anos um esquema visando lesar a empresa maringaense. A fraude ocorria com a entrada de caminhões com carrocerias vazias pertencentes a uma das empresas investigadas, os quais eram posteriormente carregados com farelo de milho na empresa vítima, onde funcionários desta burlavam o sistema de pesagem. O prejuízo total estimado pela polícia é de R$ 6.209.484,23."

O caso começou a ser desvendado em 25 de novembro de 2025, quando integrantes do grupo foram presos em flagrante por furto qualificado. A partir dessas prisões e avanço das investigações, os policiais identificaram uma rede criminosa hierarquizada, com clara divisão de tarefas em núcleos e movimentações financeiras milionárias.

Grão de Ouro: 

O nome da operação faz alusão à transformação ilícita do farelo de milho (produto furtado da empresa vítima) em patrimônio milionário dos investigados.

Lavagem de dinheiro e ocultação de bens:

A PCPR constatou que o grupo utilizava mecanismos complexos de lavagem de dinheiro para ocultar o lucro ilícito, como a pulverização de recursos, circularização de valores e o uso de "contas de passagem".

Após as primeiras prisões em 2025, os investigados iniciaram uma manobra de blindagem patrimonial: imóveis rurais foram alvos de transações simuladas e veículos acabaram transferidos para o nome de "laranjas" no intuito de evitar o confisco pela Justiça.

Coletiva de imprensa:

Mais detalhes sobre os desdobramentos e os resultados da operação serão fornecidos pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa na 9ª SDP (Avenida Mandacaru, 560, Vila Progresso), em 20/10/2026, às 10:30 horas.

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